Receber benefícios do Centrelink não impede alguém de ser patrocinador num visto de parceiro; a legislação migratória australiana não prevê qualquer teste de rendimento para o patrocinador. Ainda assim, o patrocinador deve assinar o compromisso vinculativo da regulation 1.20: apoio financeiro e auxílio na obtenção de alojamento para o requerente durante os dois anos seguintes à concessão do visto temporário ou temporário condicional.

Negin Safaei, advogada de imigração australiana registada sob o número 1791573 no órgão regulador da migração australiana (MARA), considera esta uma das preocupações mais recorrentes entre as famílias iranianas e traça com clareza o respetivo enquadramento jurídico: o critério de avaliação do patrocinador não é o nível nem a origem do seu rendimento. O que importa é a autenticidade e a continuidade da relação e, em seguida, o cumprimento dos requisitos legais do patrocínio.

O ponto essencial é que o compromisso da regulation 1.20 não é uma formalidade administrativa, mas sim uma obrigação jurídica vinculativa. Nos termos da regulation 1.20(2)(c) e (e), o patrocinador compromete-se a apoiar o requerente, na medida do necessário, em termos financeiros e de alojamento, e esse compromisso vigora durante dois anos após a concessão do visto. Uma pessoa que receba benefícios do Centrelink pode assumir este compromisso, mas deve fazê-lo com plena consciência da sua natureza vinculativa.

Outro aspeto a ter em conta é o mecanismo da Assurance of Support (AoS). Esta garantia é obrigatória em algumas subclasses e, noutras, é solicitada de forma discricionária. De acordo com a documentação do Form 40, o patrocinador e o garante não são necessariamente a mesma pessoa, e quem tenha recebido, no último ano, a taxa integral de benefícios, pensão ou subsídio da Services Australia geralmente não é aceite como garante; nesse caso, outra pessoa terá de assumir esse papel. A situação atual da AoS relativamente às subclasses 820/801 e 309/100 deve ser verificada nas diretrizes em vigor do Department of Home Affairs.

Por outro lado, a autenticidade da relação, por si só, não garante a concessão do visto. O patrocínio pode ser recusado ou limitado com base nas regulations 1.20J, 1.20KA, 1.20KB e 1.20KC/1.20KD — ou seja, as restrições relativas a patrocínios anteriores, a registrable offences e a antecedentes criminais significativos. O patrocinador deve também apresentar certificados policiais australianos e estrangeiros e dar consentimento por escrito para a divulgação de condenações relevantes; a falta destes documentos conduz à recusa do visto. Independentemente da questão do rendimento, o processo de visto pode igualmente falhar por motivos de saúde, de character ou por exigências do Schedule 3.

Há ainda um alerta prático que não deve ser ignorado: a submissão do visto de parceiro e qualquer alteração na situação da relação devem ser comunicadas à Services Australia, uma vez que os próprios pagamentos do patrocinador podem ser reavaliados com base no estatuto de «pessoa com parceiro». Confirme os detalhes desta reavaliação diretamente com a Services Australia.

A conclusão de Negin Safaei é clara: a dependência do Centrelink não constitui um impedimento legal, nem existe qualquer teste de rendimento; contudo, o patrocinador tem de assinar o compromisso da regulation 1.20, cumprir as exigências de certificado policial e de character e, nos casos limitados em que seja solicitada uma Assurance of Support, quem recebe a taxa integral dos benefícios do Centrelink geralmente não pode ser, ele próprio, o garante.

Se a sua situação financeira é a principal preocupação no seu processo de parceiro, permita-se ter, antes de agir, um plano claro e tranquilizador do seu caso, com a consultoria especializada de Negin Safaei.

This answer reflects the law and policy as verified on September 29, 2026. Immigration rules change frequently — confirm the current position before acting.

Sra. Negin Safaee Advogada de Imigração da Austrália 1791573

This article is general information only, current at the date shown, and is not legal advice. Do not rely on it for your own situation — immigration law and policy change frequently. Seek advice from a registered migration agent or immigration lawyer about your circumstances.